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Practice English Speaking&Listening with: O Rei da Comédia (1982)  Legendado completo

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Difficulty: 0

E agora, de Nova York, O Jerry Langford Show,

com os convidados: Tony Randall, Richard Dreyfuss,

Rodney Dangerfield, Dr. Joyce Brothers, Lou Brown e orquestra,

e o pequeno eu, Ed Herlihy.

E agora digam olá ao Jerry.

Obrigado. Que público fantástico.

Louis, como vai? Lou Brown e a maravilhosa orquestra Langford.

- Ed, como vai hoje? - Muito bem.

Maravilhoso. Desculpe tê-lo acordado.

Querem autógrafo do Jerry? Passem os cadernos.

- Peça para escrever algo pessoal. - Meia hora. Tchau.

Eu troco pelo da Mia Farrow. Não quero perder tempo.

Oi, Rupert.

- Conseguiu algum? - Nenhum.

Tenho Rodney Dangerfield. Eu troco pelo da Barbra.

- Está perdendo tempo. - Robin Williams.

Sidney, minha vida não é só isso.

Quer dizer que a nossa é?

A minha vida não é só isso. A sua é, mas não a minha.

Jerry!

Não vá, Jerry.

Querem parar de empurrar, por favor?

Não vou aceitar isso, Jerry!

Por favor.

Para trás. Deixem o Sr. Langford respirar.

Não recebeu meu recado?

Não quero perturbá-lo. Só quero lhe falar um minuto.

- Agora não. - Se puder sair com o carro.

Pode me deixar em qualquer lugar.

Não permito gente no meu carro.

Odeio mencionar, mas eu me arrisquei por você.

Dirija, Harvey.

- Tome. - Obrigado.

São suas iniciais?

Só quero dizer, meu nome é Rupert Pupkin.

Sei que não é nada para você, mas significa muito para mim.

- Acalme-se. Vá devagar. - Estou meio nervoso.

Deve estar se perguntando quem eu sou. Já estive aqui fora muitas vezes.

Trabalho com comunicação atualmente, mas sou comediante por natureza.

Vai dizer "outro não". Mas acredite, sou muito bom.

Eu não tomaria seu tempo se não tivesse certeza.

Deve estar se perguntando "se é tão bom, como não é famoso?"

É uma boa pergunta. E sabe por quê?

Venho aguardando a minha chance, com toda calma...

Como quando Jack Paar adoeceu? A sua grande chance?

Convenci-me naquela noite de que queria ser comediante.

Eu saí daquele show sonhando.

Depois disso, assisti a todas as suas aparições no Sullivan...

Estudei tudo que fez. Como construía suas piadas curtas,

como não exagerava,

como não dizia "agora vem a parte engraçada". Sabe o que quero dizer?

Não se diz "agora vem a parte engraçada". Você só diz.

Exatamente. É isso que adorava em você.

O que estou tentando dizer é que agora estou pronto e que terminei o curso.

E sentando aqui eu estou pensando, esta é a minha grande chance.

Sabe o que quero dizer?

O que você acha?

- Qual é mesmo seu nome? - Rupert Pupkin.

Este negócio é uma loucura, não é um negócio comum. Há regras básicas.

Você não vai se apresentando na televisão sem experiência.

Sei que é chavão, mas você precisa começar de baixo.

- É onde estou. - É um o lugar perfeito para se começar.

Eu sei, mas deve haver...

Parece tão simples aos telespectadores, parece que vem tão fácil,

como se fosse apenas tomar um fôlego.

Mas leva-se anos afiando e melhorando.

Só há um problema - não quero interromper - mas tenho 34 anos.

É por isso que estou pedindo que escute meu ato e diga o que pensa.

Por que não liga para o meu escritório, então?

Fale com Cathy Long, a minha secretária.

E nós arranjaremos um tempo para ouvi-lo.

Já fantasiei sobre esta conversa.

- E é sempre assim? - É.

Acredito piamente que se superar a timidez, você ficará bem.

- Espero que dê tudo certo. - Muito obrigado.

Foi um prazer conhecê-lo.

Estou meio duro. Mas se gosta de salgadinhos, adoraria convidá-lo.

Não sei dos meus horários. Talvez possamos.

Obrigado, Jerry.

Deixe mostrar uma foto do meu orgulho e alegria.

ORGULHO... ALEGRIA

Essa é boa.

Tome.

Vamos, é um presente. Fará sucesso.

- Farei. - Não que precise de ajuda.

Sério, quando quiser almoçar, é por minha conta.

Ligue para meu escritório.

Jerry, você é um príncipe.

Rupe, antes que eu esqueça, agradeço muito por vir me encontrar.

Sei como está ocupado e cansado.

Para que são os amigos?

É você quem parece cansado.

Eu sei. É o show.

A pressão, o lbope, os mesmos convidados, as mesmas perguntas...

- Não estou mais me divertindo. - Isso é o pior.

Gostaria que você reconsiderasse, sim?

Você está começando de novo.

- Não custa nada pensar. - Eu estou pensando.

É só o que faço, penso dia e noite.

Como não posso pensar? Eu sabia que você me convidou por causa disso,

e estou aqui só para me sentir culpado.

Estou pedindo que assuma o show por seis semanas. O que são seis semanas?

Peça qualquer coisa. Mas não posso assumir o show por seis semanas.

Mal dou conta da minha vida.

Você está me pedindo algo impossível.

- Rupert. - O quê?

O que está fazendo aí embaixo tão tarde?

É impossível. Quer ver lágrimas escorrendo dos meus olhos?

Deve haver um jeito. São só seis semanas.

Com licença, Sr. Pupkin? Poderia...

- Claro. Qual o seu nome, querida? - Dolores.

Dolores? Era o nome do meu pai.

"Para Dolores, que reconhece grandeza quando vê."

Aqui está, querida.

- Obrigada, Sr. Pupkin. - De nada.

Rupert, com quem está falando?

- Mãe! - O que é?

Por favor, pare de chamar.

É genial. Só há um probleminha.

- Ele fez você maior. - Quer me dar uma resposta?

Está bem. Eu lhe darei as seis semanas.

Não me perturbe. O que posso dizer? Está feliz agora?

- Você é durão, Rupe. - Nesse negócio é preciso.

Olá. É a Masha, Jerry. Viu meu recado?

- Quem? - Masha. Achou o recado?

Eu o deixei no banco do carro antes de ser arrancada.

Aqueles caras me machucaram. Acho que exageraram.

- Como conseguiu este número? - Não fique bravo comigo.

- Como conseguiu este número? - Eu não sabia mais o que fazer.

Como tem passado, Rita?

- Eu conheço você? - Talvez.

Rupert Pupkin, certo?

Trouxe um presente.

Eu me lembro. Sr. Romântico.

Coloque uma aspirina na água. Dura mais.

O que tem feito ultimamente?

Está linda como sempre.

Aqui estou. A torcedora do time local triunfa!

Sabe, é engraçado, mas votei para você: A Mais Bela.

- Que gentileza. - Não tive coragem de dizer antes, mas...

Agora pode me dizer. Somos adultos.

Tem-se medo de dizer essas coisas quando é jovem,

mas 15, 20 anos mais tarde você tem coragem de dizê-las, todas.

Não é uma grande ironia?

Acho que sim.

Está feliz neste lugar?

- Por quê? Tem algo melhor? - Talvez.

- Como o quê? - O que vai fazer hoje à noite?

- O que vou fazer? - É. Qual é a graça?

Levou 15 anos para você me convidar para sair. Não é meio tarde?

Sério? Bem...

Garçom? Outro, por favor.

Quem é sua estrela de cinema favorita?

É um jogo? Vai me dizer algo sobre meu caráter, meu futuro?

Você verá. Diga-me. Todo mundo tem uma estrela favorita.

Acho melhor pensar em alguém, ou nunca sairei daqui, certo?

- Esse é um teste. - Vamos ver... Marilyn Monroe.

Perfeito.

Registro de talentos?

É o nome dela.

Ela assinou quando estava em Nova York promovendo Os Desajustados.

Como sabe, foi seu último filme.

Não era uma grande atriz, mas tinha talento para comédia.

Morreu sozinha tragicamente. Como outras lindas mulheres.

Não quero que isso aconteça com você.

- Quem é este? - Burt Reynolds.

- Este? - Mel Brooks.

Ele é naturalmente engraçado. Os outros são normais.

Este é Sid Caesar. Ele é incrível. Gosto muito dele.

Woody Allen. Amigo pessoal meu.

- Claro que sim. - Não, é mesmo.

Este é Ernie Kovacs. Era maravilhoso.

Grande comediante, um inovador. Foi uma perda enorme.

- Aposto que alguns desses valem dinheiro. - Especialmente este.

- Quem é? - Adivinhe.

Parece letra de retardado.

Quanto maior o rabisco, maior a fama.

Talvez seja, mas quem é?

"R" é a primeira letra.

- Vamos, quem é? Estou cansada. - Eu dou uma dica.

Robert Redford.

Não.

É Rupert Pupkin.

Eu a surpreendi, não foi?

Aceite como um presente.

Cuide bem. Logo todos irão querer um.

Você não mudou.

Sabe com quem eu estava falando duas horas atrás? Adivinhe.

- Seu psiquiatra? - Muito engraçado.

Jerry Langford. Isso mesmo. O famoso Jerry Langford.

Ele me deu seu aval.

Não conte para ninguém. Mas está olhando para o novo Rei da Comédia.

Por que não? Contanto que pague o preço, você pode ter o que quiser.

Qual a graça? Coisas malucas acontecem.

Não imagina o que significa uma deixa no Langford.

É televisão nacional.

Um público maior que alguns comediantes tiveram a vida inteira.

Uma chance no circuito cômico.

Meu próprio show. O Rupert Pupkin Show. Tudinho.

E tudo apontando para uma direção: Hollywood.

Casa de praia em Malibu. E manteremos uma suíte no Sherry.

Os famosos se hospedam lá. Ficaremos na cobertura gritando para baixo:

"Azarões! Melhor sorte da próxima vez."

O que você acha?

Parece maravilhoso, eu lhe desejo muita sorte.

Mas está ficando tarde e eu trabalho. Preciso ir.

Não entendo você. Estou lhe oferendo uma saída.

Rita, todo rei precisa de uma rainha.

Quero que seja a minha.

É uma bela rua. Belo prédio.

Obrigada pelajaqueta.

Acho que você merece um café.

Eu não quero incomodar.

- Eu sei que posso ser... - O que você quer, Rupert?

Como?

O que você quer?

Você ainda não entendeu? Eu te amo.

Quero ajudá-la a mudar de vida, se me der uma chance.

E se eu arranjar um programa comigo, você e o Jerry?

Que tal se fôssemos jantar uma noite?

Melhor ainda, vamos passar um fim de semana na casa de veraneio dele.

- Ele não iria querer me conhecer. - Não é verdade.

Jerry é um cara muito bacana.

Ele é um cara bacana, e nós tivemos uma ótima reunião.

Não devia se menosprezar. Você não tem fé, e é uma pessoa maravilhosa.

Vá dormir e descanse bastante, está bem?

Boa noite, Rupert.

Vá dormir agora mesmo.

Vou dizer uma coisa, rapaz.

Oi, Liza. Que bom vê-la.

Jerry, que bom vê-lo. Não se levante.

Rapaz, que coisa.

Toda vez que você volta de uma turnê,

deve ser alguma coisa no ar, lhe faz muito bem.

É como se você rejuvenescesse.

Não é verdade, pessoal?

É verdade. É incrível. Você está maravilhosa.

Você também, Jerry. Eu não me esqueci de você.

Como? Sim!

Adoro esse cara. Sempre aparece com essas piadas ótimas.

Eu adoro ele. Você é maravilhoso.

Não sei o que faria sem você.

Rupert, o ônibus chegou. É cedo. Tente chegar na hora pelo menos uma vez.

Não acredito nisto. Preciso ir, preciso tomar um ônibus.

Jerry, cuide-se. Querida, fique bem. Boa sorte no Rio.

Bom dia, Rupert.

- Como vai? - Isto é para você.

Trabalho.

- Que horas são? - 10 horas.

Posso usar o telefone por um segundo?

É local? Claro. Disque 9 primeiro e seja breve.

Alô. Jerry Langford, por favor.

Obrigado.

O Jerry está, por favor? Rupert Pupkin.

Apenas diga que é Rupert. Ele sabe do que se trata.

Está? Tudo bem. Eu também estou em uma reunião.

Diga que liguei e que tentarei mais tarde. Obrigado. Tchau.

Era o Jerry Langford?

Até mais, Roberta.

Alô. Jerry Langford, por favor. Rupert Pupkin.

Rupert Pupkin para Jerry Langford, por favor.

Qual, o primeiro ou o segundo nome?

Geralmente é mal pronunciado e soletrado errado...

Sim, Jerry sabe do que se trata.

Entendo. Sim, pode me ligar.

Estarei aqui na próxima hora e meia.

Estou em meu escritório. O número é JL54321.

Estou esperando uma ligação. Só vai levar alguns minutos.

- Os outros não funcionam. - O telefone não funciona.

Só estou esperando uma ligação.

- Deixe-me tentar. Eu faço a ligação. - Não funciona.

Espere. Deixe-me passar.

- É importante. - Este telefone também não funciona.

- Pois não? - Jerry Langford.

- Seu nome, por favor? - Rupert Pupkin.

- Rupert...? - Pupkin. P-u-p-k-i-n.

Geralmente é mal pronunciado e soletrado errado.

O Sr. Rupert Pumpkin para ver o Sr. Langford.

Desculpe, mas a secretária do Sr. Langford não tem hora marcada para o senhor.

- Perdão? - O senhor não tem hora marcada.

Eu não tenho uma hora marcada oficialmente.

Mas ele me pediu para vir e como estava por perto, resolvi passar.

Não consegui ligar. Parece que a linha estava ocupada.

Ele não tem hora marcada.

A secretária dele quer saber do que se trata.

- Sr. Gangemi, pode entrar. - Alô?

Sim. Jerry e eu conversamos sobre eu aparecer no show. Ele pediu para eu ligar.

Não, claro.

É para eu esperar.

Isso é cortiça?

Não sei o que é. Está pingando?

Não. Eu estava admirando o desenho.

Cortiça é bom isolador de som.

É bem silencioso aqui.

Recepção.

Não. Ainda tem uma hora antes deles chegarem.

Ele ainda não voltou da reunião.

- Sr. Pipkin? - Pupkin.

- Desculpe. Sou Cathy Long. Pois não? - Você é...?

Sou assistente de Bert Thomas. Ele é o produtor executivo.

Eu já falei com Jerry sobre a minha aparição no show.

Ele disse para eu contatá-lo pessoalmente. Por isso eu vim.

- O que faz exatamente? - Sou comediante.

- Onde está trabalhando? - Estou trabalhando em um novo repertório.

Assim que começar a trabalhar de novo, ligue,

e mandaremos alguém assistir ao seu ato.

- Jerry e eu já discutimos isso. - Jerry conhece o seu trabalho?

Sim. Acho que não.

- Você tem uma fita? - É claro. Como queira.

- Por que não deixa a sua fita? - Eu deixarei. Eu entendo por quê.

- É claro. Prazer conhecê-la. - O prazer foi meu.

Isso foi muito bom.

Excelente.

Até mais. Foi um prazer falar com você.

O que aconteceu ontem no carro? Ele falou sobre mim?

Não. Ele falou sobre mim, na realidade.

Ele deve ter dito alguma coisa sobre mim.

O que ele diria depois do que você fez no carro?

- Você deve estar adorando isto. - Fez papel de idiota ontem.

Idiota, eu? Você está muito enganado.

Se eu não tivesse entrado no carro, você não teria falado com o Jerry.

O quê? Não quero ser cruel, mas estamos na frente do prédio do Jerry.

Tomara que não nos vejajuntos. Jerry e eu temos um bom relacionamento.

Chega de fantasia. Depois do que fez ontem, eu nunca mais quero vê-la.

Se é assim que você quer! Entregue para ele.

Não vou entregar nada. São tão amigos, entregue você mesma.

Estamos tendo um problema de comunicação.

Está sempre se gabando de como era amiga do Jerry.

Faça isso por mim. Eu fiz coisas por você.

Você não fez nada por mim.

E no Howard Johnson? Comprei café para você noite após noite.

Está doida. Comprei meu próprio café.

Você nunca comprou nada.

E as coisas que fiz que dinheiro não compra?

E quando lhe cedi meu lugar? Deixei que ficasse do lado do Jerry.

Esperei oito horas, você entrou direto e sentou do lado dele.

E quando lhe dei meu último álbum O Melhor de Jerry?

Nunca lhe pedi dinheiro. Mal posso pagar o meu aluguel.

Moro em um pulgueiro e você em uma bela casa. Você é terrível.

Aqui, tome dinheiro.

Não acredito que escuto suas piadas sem graça há tanto tempo.

- Tome 900 dólares. - Quer ficar quieta?

Tome isto e dê para o Jerry.

Está bem. Mas é a última vez.

- Quando vai entregar? - Você é doida.

Eu saberei se não entregar. Sei onde você mora, seu onde o Jerry mora.

Estou de olho. Lembre-se disso!

Estão olhando o quê? Seus babacas!

Primeiro, Srta. Long, obrigado pela atenção e por encaminhar isto ao Jerry.

Fico profundamente agradecido.

Jerry, obrigado por escutar este material e por esta oportunidade.

Muitas pessoas pensam que gente que atinge o sucesso

perde a sensibilidade para novos talentos como eu.

Mas agora sei que são pessoas cínicas. Amarguradas pelo próprio fracasso.

Eu sei, Jerry, que você é tão humano quanto o resto de nós, se não mais.

Bem, você sabe o que eu acho.

Vamos continuar com o show, O Melhor de Rupert Pupkin.

Fiz um esquemazinho para economizar um pouco do seu tempo.

Uma pequena introdução. Feche os olhos e imagine que são exatamente seis horas.

Está nos bastidores e ouvimos a orquestra tocar seu tema musical.

E agora, de Nova York, o Jerry Langford Show,

com os convidados: Richard Pryor, Ben Gazzara,

Elizabeth Ashley, Carol Burnett...

E a descoberta cômica do ano, fazendo sua estréia na televisão,

Rupert Pupkin, o novo Rei da Comédia!

Está doido? Qual o problema com você?

- Qual é! Mãe. - Tem gente dormindo. Abaixe.

- Qual o problema com você? - Mãe!

- Abaixe. - Não vou abaixar. Preciso fazer isto agora.

Não me importo que toque, mas baixinho.

Jerry, você entra e faz seu monólogo.

Então é assim que eu o imagino me apresentando. Algo assim:

Por favor, dêem as boas-vindas ao mais novo Rei da Comédia,

Rupert Pupkin!

Boa noite, senhoras e senhores. Meu nome é Rupert Pupkin.

Eu nasci em Clifton, Nova Jersey...

Tem alguém aqui de Clifton?

- Sr. Pipkin. - Pupkin.

- Desculpe. - Tudo bem, um dia desses você acerta.

- Aposto que trouxe a fita. - Aqui está.

Colocou seu nome? Vamos escutá-la e a devolveremos logo.

Obrigado. Quando Jerry tiver um momento. Quando será?

Talvez tenhamos uma resposta amanhã. Ou então segunda-feira.

Srta. Long, acho que vou esperar. Talvez Jerry tenha um minuto.

Está perdendo tempo. Não saberemos nada até amanhã, no mínimo.

Tudo bem. Não é perda de tempo. É um prazer.

É importante para mim. Eu não me importo.

Será provavelmente na segunda.

Vou esperar mesmo assim.

Sério, eu não me importo.

Então por que não tenta amanhã à tarde?

Amanhã? A que horas amanhã?

- Às 4h30. - Estarei aqui. Obrigado.

- De nada. - E agradeça ao Jerry.

Adeus.

Adeus.

Todo homem é um gênio pelo menos uma vez na vida.

E, Rupe, para você será mais do que uma vez.

Serão várias, porque você tem talento.

Pelo que escutei aqui, você tem talento nato.

Não pode se livrar dele. Ele sempre estará lá.

Sei que não há uma fórmula. Só não sei como você consegue.

E não estou curioso só porque quero usar este material.

Quero saber como você faz. Eu preciso perguntar. Como você faz?

Acho que eu olho para a minha vida, e observo as coisas terríveis nela

e as transformo em algo engraçado.

Simplesmente acontece.

As piadas curtas eram fortes o suficiente?

Se fossem mais fortes, você se machucaria. São maravilhosas. Não toque nelas.

Lembro que alguém... Escute esta.

Alguém me disse algo muito profundo há alguns anos - que mais tarde "reinventei".

Se não está quebrado, não conserte. Quer saber como eu sei que são boas?

Porque estou com inveja. Odeio você, mas estou com inveja.

Porque é puro, é maravilhoso, é o humor baseado em você.

Só você poderia ter feito. Eu não mentiria para você, Rupe.

Então. Este fim de semana seria perfeito para você vir à minha casa

e darmos uma estudada. Quero saber como você faz.

Haverá mais gente, mas poderemos trabalhar.

- Parece ótimo. - Excelente.

Eu adoraria ir. Posso levar alguém?

- Umajovem? - Umajovem muito especial.

É claro. Gostaria de conhecê-la.

- Jerry, como vai? - Como vai?

- Está elegante. - Deveria me ver em tafetá branco.

- Seus shows são ótimos. - Muito obrigado.

- Que tal me colocar no seu show? - Eu poderia tê-lo usado ontem à noite.

Desçam.

- Oi, Jerry. Como vai? - Olá.

Morris, não vai acreditar quem está vindo.

Jerry Langford, certo? Morris, aguarde.

Jerry, poderia assinar a minha revista?

Você é maravilhoso. Acompanhei toda a sua carreira.

Quer dizer algo ao meu sobrinho Morris no telefone? Ele está no hospital...

- Lamento. Estou atrasado. - Espero que fique com câncer.

Não posso. Estou atrasado.

- Pois não? Olá. - Como vai?

- Bem. - Ótimo. Eu estou bem.

- Posso ajudá-lo? - Gostaria de ver Jerry, por favor.

Você é...?

Rupert Pupkin.

Sr. Potkin está aqui. Isso mesmo.

Ela virá em um minuto.

- Quem é? - A Srta. Long.

Eu preferiria ver o Jerry.

A Srta. Long irá atendê-lo.

Está bem. Vou esperar aqui.

E como surpresa para o Rupert hoje,

gostaríamos de apresentar alguém como nunca fizemos antes.

Um convidado misterioso. Por favor, palmas para o convidado misterioso.

Este é o convidado misterioso?

Deixe-me ver se consigo reconhecê-lo.

- Não se lembra de mim? - Não, não me lembro.

- Sou George Kapp. - O diretor do meu colégio.

- Adivinhou... - Como vai?

Você sempre me reprovava. Por que está aqui? Ele é um inimigo.

- Só porque você merecia. - Obrigado.

Mas hoje sou juiz de paz. Eu realizo casamentos.

Mesmo?

- O que é isso? Não acredito nisto. - Acredite. É parte da surpresa.

Gostariam de ver o Rei da Comédia casar com sua rainha no show?

Não sei o que dizer. Ele é demais.

Quando Rupert era estudante no Colégio Clifton,

nenhum de nós - eu mesmo, os professores, seus colegas -

sonhava que ele chegaria a alguma coisa.

Mas estávamos errados. E você, Rupert, você estava certo.

É por isso que hoje, perante toda a nação,

queremos nos desculpar pessoalmente

e implorar seu perdão por todas as coisas que lhe fizemos.

E gostaríamos de lhe agradecer pessoalmente, todos nós,

pelo propósito que deu às nossas vidas.

Por favor, aceite nossos sinceros votos, Rita e Rupert,

de um reinado longo e feliz juntos.

Voltaremos para casá-los logo após este intervalo.

- Como vai? - Estou bem.

Obrigada pela fita. Nós a escutamos com toda a atenção.

Vimos muitas coisas boas no que está fazendo.

Achamos que tem potencial, e é por isso que serei honesta.

É assim que deve ser. Totalmente honesta.

Não achamos que está pronto ainda.

Não achamos que serve para o Jerry.

O material é bom em parte. Mas algumas das piadas curtas não são muito fortes.

Então não gostou de algumas piadas. É isso?

- Isso mesmo. - Eu dou um jeito.

Diga das que não gostou. Na realidade, é uma grande ajuda.

Achamos que tem potencial. A marcação de tempo é excelente.

Mas deve desenvolver mais o seu ato.

Deve testá-lo com um público ao vivo. Acho que seria proveitoso.

Há alguns clubes onde poderia tentar.

Quando começar a trabalhar em um, ligue. Mandaremos alguém.

- Obrigado. - De nada. Adeus.

Srta. Long, posso fazer uma pergunta? Fala em nome do Jerry?

Sim, eu falo. Ele tem total confiança em nossa opinião.

Lamento ter de lhe dizer isto, mas eu não confio na sua opinião.

Lamento que pense assim. Mas acho que não podemos fazer nada a respeito.

Devo discordar novamente.

É um direito seu.

Quer me dar licença? Estou ocupada.

Quando o Jerry vai voltar?

O Sr. Langford só voltará no fim da tarde.

Nós agradecemos mesmo pela sua visita.

E queremos mesmo que ligue quando começar a trabalhar. Adeus.

Gostaria de ver mais alguém?

Não. Está tudo bem.

Não me importo de esperar.

O que me faz lembrar do homem que esperou tanto que esqueceu o que estava esperando.

Bem, importa-se de esperar lá fora, Sr. Pupnick?

Isto é uma recepção, não é sala de espera.

Entendo.

- Pediu para ele sair? - Sim, mas ele não sai.

- Qual o nome dele? - Rupert Pumpkin.

Olá. Sou Raymond Wirtz, chefe de segurança.

- Vamos conversar lá fora. É a sua pasta? - Sim. Estou aguardando o Jerry.

- Vamos conversar lá fora. - Ele está me aguardando.

Conversaremos lá fora. Por favor, pegue a sua pasta.

Explicarei a política da empresa no caminho.

Sei que compreende que temos algumas regras

que são essenciais para o bom desempenho da nossa empresa.

- Se eu pudesse dizer apenas... - Escute, por favor.

Sem essas regras, nós não poderíamos nos desempenhar apropriadamente.

- Entende o que digo? - Eu entendo, mas...

- Por favor, Sr. Puffer. - O senhor primeiro.

- O senhor primeiro, por favor. - O Jerry está...

Escute. Eu chequei com a Srta. Long. O senhor não tem hora marcada.

Só funcionários autorizados

ou pessoas em negociação com a empresa têm permissão de ficar no recinto.

Em outras palavras, quer que eu saia do prédio?

- Bem? Entregou para ele? - O quê?

- Entregou a minha carta para ele? - Ele não está lá.

Agora que são amigos, não pode me fazer esse favor? Nem se incomode.

Devolva a carta.

- Ele não estava lá. - Eu mesma o vi entrar.

- Ele está lá agora. - Impossível.

- Eles me garantiram que não. - E acreditou neles?

Você é tão ingênuo. Não me surpreende.

Tão inexperiente. Você é tão bobo.

- Ele subiu agora mesmo? - É claro. Volte lá.

Seja um pouco mais firme. Ele está lá em cima.

- Quer dizer ao Jerry que estou aqui? - Ele não está.

- Eu sei que está. Quer dizer que estou aqui? - Ele não está.

Está comprometendo o seu emprego, moça. Entendeu?

Segurança.

Você também.

Sr. Pupkin, o que está fazendo aqui?

Chame a segurança.

Lá vai ele.

Segure o outro braço.

Muito bem, para fora.

Não quis escutar, hein?

Ninguém vai ajudá-lo.

- Terá muito o que explicar. - Foi avisado, Krupkin.

- Terá notícias do meu advogado. - Que soletre meu nome corretamente.

- Diga adeus à nossa visita, Srta. Long. - Espere até o Jerry saber disto.

Eu mencionarei seu nome ao Jerry, Pupper.

Escute bem. Se virmos a sua cara de novo, chamaremos a polícia.

Obrigado. Muito obrigado.

Ótimo. Imagino que tenha entregue a carta para ele.

- Não, mas eu entregarei mais tarde. - Sei.

- Acabou de ser expulso. - Eu não fui expulso.

- Do que chama aquilo? - Desculpe. Eu não fui expulso.

- Você só me dá vergonha. - Eles só me acompanharam.

- Não consegue fazer nada direito. - E digo mais uma coisa.

- Jerry me convidou para o fim de semana. - Ótimo. Eu irei junto.

- Estou bem? - Maravilhosa.

- Ficou bem assim? - Não sei, não.

- Como assim? O que há de errado? - Nada. Eu não acho que você precise.

- Não acha que ficou bonito? - Está maravilhoso.

Olá.

Deve ser Jonno. Sou Rupert Pupkin e esta é Rita Keane.

- Quer dizer ao Jerry que chegamos? - O Sr. Langford o convidou?

Não. Resolvemos aparecer sem sermos convidados.

Entre. Ficaremos em quartos separados.

- Mas o Sr. Langford não está. - Ele estájogando golfe?

É claro. Espero que tenha baixado dos 100.

- Talvez seja melhor voltar mais tarde. - Nós esperaremos.

- Mas o Sr. Langford não está. - Tudo bem. Nós esperaremos.

Não nos importamos de esperar.

Não é lindo?

A mesa foi posta só para um.

- O que você acha? - Eu poderia viver aqui.

Sr. Langford, lamento perturbá-lo.

O que há de errado? Tudo está errado. Há um casal aqui.

Seu nome é Pumpkin. Conhece algum Pumpkin?

- Disse a que horas chegaríamos? - Não tivemos tempo para detalhes.

Mas o mordomo não estava nos aguardando.

Jerry tem mais o que fazer além de informar o servente.

Mesmo? Bem, desculpe.

Ele sabe de tudo. Sabia que estavajogando golfe.

Não sei o que quer. Quer passar o fim de semana aqui.

Acho melhor voltar. Está mexendo em tudo. Está estragando a casa.

Vou ter um ataque do coração.

Esta é famosa, com o palhaço mais novo do mundo, Zippo.

Lembra desta com Ray Charles no Especial do Jerry?

- Essa é famosa. - Aqui está.

Outra famosa dele aos 12 anos.

Alguém mandou para o quadro: "Conhecia Você na Época".

Acharam que era brincadeira. Agora o Jerry mostra para todo mundo no show.

Vamos dar vida ao lugar. Até parece uma casa funerária.

Desligue isso. Não é educado.

- Que tal um giro, bonitão? - Não deveríamos estar dançando.

- Um pouco de diversão não faz mal. - E se o Jerry entrar agora?

Ele gostará de nos ver nos divertindo.

- E se ele chegar? - Vocês são amigos. Ele não se importará.

- Queria saber como é o resto da casa. - Tenho certeza de que é lindo.

Rita, eu não subiria.

- Vamos. - Não acho que seja uma boa idéia...

Rita, estão nos observando. Não acho que tenha o direito de subir.

Por favor, não suba.

Quer abrir a droga da porta? Fiquei esperando uma eternidade.

Qual o problema com a porta? Cadê eles?

Eu ia chamar a polícia, mas esperei pelo senhor.

Oi, Jerry. Como vai? Estávamos nos refrescando.

Rita, conheça Jerry Langford. Jerry, Rita Keane.

Desça. Não tenha vergonha. Boa garota.

Do que gostaria, Jerry?

Está quente. Quero algo refrescante. Jerry, você quer o quê? Jer?

Desculpe-nos. Mas não é todo dia que a Rita conhece alguém como você.

Isto faz parte do seu sucesso. Você tem de aturar.

Como foi o jogo de golfe? Abaixou dos 100?

- Eu disse que o senhor não estava. - Ele disse.

Eles disseram. Ajudaram muito.

Tomamos um trem mais cedo. Não havia nada até depois da uma.

Bem, eu trouxe o trabalho. Está bem aqui, tudo pronto.

E aí? Onde estão todos?

- Todos quem? - Todos quem? Os convidados, Jer.

Para dizer a verdade, estamos com um pouco de fome.

Sabia que eu poderia mandar prendê-los?

É claro que sim. Não podemos provar que deveríamos estar aqui.

Ele é ótimo. Quando tem uma idéia, ele é genial.

- Eu nunca pensei nisso. - Mas deveria.

Vamos inventar uma história em que convida todos os seus amigos e os joga na cadeia!

Seria genial.

Qual o problema? Relaxe. Pensaremos em alguma coisa, depois disto, é claro.

Como entraram aqui?

Pela porta. Como entramos aqui?

Como entraram aqui?

Acho que está zangado. Vou deixar meu material aqui.

Conversaremos mais tarde. Você tem mais com que se preocupar.

- Daremos uma volta até o almoço. - Alguém já lhe disse que você é um idiota?

Normalmente eu não permito que falem assim comigo na frente da Rita.

Mas como é você, sei que é brincadeira. Ele é demais.

- Ele quer que nós vamos embora. - Não é isso.

Jerry, diga para ela. Você não quer dizer isso.

- Ligue para a estação, Jonno. - Onde você está indo?

Um táxi virá em cinco minutos. Esperem no portão.

Por quê? Você vai a algum lugar?

Não, você vai.

Disse alguma coisa errada? Se disse, a inexperiência é a culpada.

Eu trouxe o material. Podemos fazer em meia hora.

Então teria o resto do dia livre.

Quero que saia daqui. Agora. Está claro?

- Eu entendo. - Está claro?

Você está cansado. Tudo bem.

Vou deixar as coisas aqui. Leia e me diga o que pensa.

Quer escutar? Ele está nos mandando sair.

Ele não está.

- Eu não sabia nada sobre isto. - Diga que ela está enganada.

Eu nem o conheço. Há anos que eu não o vejo. Ele disse que eram amigos.

Estou tão humilhada. Se há algo que eu possa fazer...

Ela trabalha em um bar. Quer estragar tudo.

Vamos, Rupert. Vamos indo.

Está bem. Venha.

- Vamos indo. - Desculpe, Sr. Langford.

- Pegue as suas coisas e saia. - Eu entendo uma indireta.

Só quero que escute meu repertório por 15 minutos. É pedir demais?

Sim, é. Eu tenho uma vida.

- Eu também tenho uma vida. - Não é problema meu.

- Você me mandou ligar. - Eu disse isso para me livrar de você.

Livrar-se de mim? Está bem, eu entendo uma indireta.

Se não, nós ainda estaríamos nos degraus do meu apartamento.

- Está bem. Eu cometi um engano. - O Hitler também!

É assim que é quando ficam famosos. Eles ficam assim.

- Eles não. Eu. - É assim que você é.

- Quando chega no topo. - Não, eu já era assim antes.

- Agora eu sei como é gente como você. - Adeus e boa sorte.

E, Jerry? Eu só quero dizer mais uma coisa.

Ainda bem que fez isso comigo. Agora eu sei que não posso contar com ninguém.

Com você, ou com ninguém. E eu não deveria contar com ninguém.

E quer saber de uma coisa? Vou me dedicar 50 vezes mais

e serei 50 vezes mais famoso que você.

- E terá idiotas como você no seu pé. - Isso mesmo.

Vamos, Rita. Estamos perdendo tempo. Adeus.

Jonno, tranque a porta.

- Fez muito bem, Sr. Langford. - Obrigado.

Parece de verdade.

É essa a idéia.

- É ele? - Não.

- Tem certeza? - Claro que sim. Parece demais com ele.

- Como assim? - Quando é ele, não parece com ele.

Puxa, parece que está demorando uma eternidade.

Quanto tempo mais?

É ele.

É, é ele.

Vá devagar.

Fique deste lado para ele não perceber.

- Vou me aproximar assim que possível. - Vá para a outra faixa.

- Ainda não. Tem muita gente. - Eu sei. Vou continuar.

Ele anda por lugares lotados. Imaginei que os evitaria.

Ele não quer ficar sozinho.

Diga por quê. Eu sei. Mas diga você.

Não venha com essa atitude.

Explique. Já que sabe tanto sobre ele.

Deixe-me aprender com você.

Está bem. É porque ele se sente seguro em lugares públicos.

É isso? Obrigado por me dizer.

Passe por ele e pare.

Está bem, Jerry, entre. Não estou brincando.

- O que está fazendo? Está doido? - Entre, Jerry.

Ela vai colocar uma arma na sua cabeça.

Não se mexa. Eu odiaria fazer qualquer coisa drástica.

Se der tudo certo, você sairá daqui no máximo às 24, 24h30.

Talvez a uma. 1h15 o mais tardar.

Quero que ligue para o seu produtor.

- Quem? - Bert Thomas.

Vou lhe dar um telefone.

Ligue para ele que eu lhe direi exatamente o que falar, está bem?

Se não, nem sei o que dizer. Talvez tenhamos um problema.

Cuidado com os olhos. Vou tirá-los agora. Está meio claro aqui.

São seus?

Jerry, estes são seus?

- Posso pegar um? - Eu não me importo.

Obrigado.

- Masha, você quer um? - Guarde um para mim.

- Quer um? - Eu adoraria. Mas quer guardar?

É meio inconveniente no momento. Obrigada, Rupert.

Quer um?

Vou pegar um para mais tarde.

Não precisa ficar chateado. Só estou tentando aliviar a tensão.

Apesar de ser uma situação estranha,

podemos compartilhar e ser amigáveis.

Certo. Vamos em frente.

EU TENHO UMA ARMA... (MAIS)

Sério. Pegue o telefone. Acabou a brincadeira.

Vamos indo.

Bert Thomas, por favor. Jerry Langford.

- O que aconteceu? - Eles desligaram.

Ligue de novo. Por que desligaram?

Acharam que era trote. Acontece muito.

Bem, eu acho isso estranho.

Mas é típico. Por que estão tratando até você assim.

Vou lhe contar um segredo. Foi assim que me trataram.

E agora veja onde estamos.

Bert Thomas.

Audrey, é o Jerry. Ponha Bert Thomas na linha. Depressa.

Martino, eu sei que é você. Estou ocupada demais.

Ouviu o que eu disse? Aqui é o Jerry. Chame Bert Thomas.

Não é trote. É sério. Vá depressa.

- Por que não convidamos outro? - Como quem?

- É o Sr. Langford. Ele diz que é urgente. - Diga que ligarei depois. Estou ocupado.

- É o Martino, o imitador. - Ele é um chato.

Quer fazer o que estou mandando? E depressa.

Lamento. Ele insiste em falar com você. Não consigo me livrar dele.

Está bem, vou atender.

Martino, sabe que não...

Bert, é o Jerry. Estou em dificuldades.

- Preste atenção. - Estou escutando.

Quer falar de novo?

Espere. Vou perguntar uma coisa. Como chamamos nosso segundo cameraman?

Nós o chamamos Helen Keller.

Sua cor favorita é estampada.

Helen Keller? Estampada? O que é isso?

Quando alguém me imita no telefone,

a única maneira de saberem que sou eu é com essa senha.

Se eu não soubesse como o chamamos, ele saberia que não sou eu.

Não precisa dizer mais. Eu entendo.

Escute com cuidado, Bert.

"Eu tenho uma arma...

na minha cabeça."

"Se um homem que se identifica como...

o Rei..."

O cartaz está de cabeça para baixo.

Desculpe.

"Não tiver permissão para ser o primeiro convidado no..."

O cartaz está em branco.

Espere, Bert. Estou lendo cartazes.

"Show de hoje à noite..."

"você nunca mais me verá..."

Volte.

"Vivo de novo."

Não está correto gramaticalmente, mas acho que dá para entender.

Está claro, mas escute. Não faça nenhuma bobagem.

Eu estou bem.

Estou bem, Bert. Faça.

Ele quer que você ligue às cinco. Eles farão o que você quiser.

Foi muito bom, Jerry.

Vire-se, vamos ver como ficou.

Adorei. Desculpe, mas as mangas não estão muito boas.

Gostou nele? O que você acha?

Acho que ficou muito bom.

Foi no palpite, e ficou tão bom... Estou muito satisfeita.

A cor é ótima, e gosto de vê-lo mais casual.

Gosto desse visual nele. Não é tão certinho, tão...

- Está bem. Preciso começar. - O que você acha?

- Ficou maravilhoso. - Seja honesto.

- Estou sendo. - Você usaria?

Eu gostei. Ainda bem que escolhi vermelho. Fica tão bem nele.

- Ficou bom, Jerry. - Lindo.

- Vamos. Tire e vamos indo. - Está bem.

Quer que eu tire? Por que não pode usar um pouquinho?

Quer tirar, por favor?

Sei que está em uma reunião. É uma emergência. Preciso falar com ele.

Interrompa-o, ou vou invadir a reunião.

Não ligue de volta. Eu vou pessoalmente.

Por que não escutou a fita? Não é tão difíicil assim, é?

Alguns minutos seus para escutar algo em que trabalhei a vida toda.

Se a questão era essa, vamos ao meu escritório escutar a fita agora mesmo.

Está doido? Sabe o que aconteceria se eu fosse lá agora? Eu não sou estúpido.

Ninguém disse que é. Você armou isto, quer dizer que é inteligente.

Eu vou lhe dizer uma coisa. Amizade é algo recíproco.

Sabia disso? E você não deu a mínima para mim.

Até quando terei de segurar isto? Vai tomar alguma decisão?

Vai parar de falar por dois minutos?

Eu incomodei quando o estava vestindo?

Levou um minuto. Será uma noite longa.

- Quero dizer umas coisas. - Você já disse o bastante.

Está me deixando louca. Quer ficar quieto um minuto e me deixar descansar?

Com esta arma? Você está me deixando louca.

Você não se calou desde que entramos nesta casa.

Esta é a minha casa. Meu território.

Jerry é meu convidado e você tem sorte de estar aqui.

Vai se trocar, vai se preparar para o show...

Por que não pode me dar um tempo? Cale-se!

Cale-se você. Escutei você falar sobre aquele suéter por meia hora.

Preocupando-se com as mangas, a cor... Eu falei alguma coisa?

Não fiz para você. Eu fiz para o Jerry. E ficou lindo nele.

De quem foi a idéia? Se não fosse por mim você nem estaria aqui.

Por que não escutou a fita quando eu pedi?

Sei que compreende. O show é de enlouquecer qualquer um,

acontecem tantas coisas. Não dá para manter a cabeça fria.

E se é esse o caso, estou errado.

Você está certo. Eu estou errado. E assim eu peço desculpas.

Sou apenas um ser humano, com todos os defeitos e fraquezas.

O show, a pressão, as tietes, os caçadores de autógrafo, a equipe.

Os incompetentes que você pensa que são amigos,

sem saber se você sobreviverá por causa deles.

Pressões maravilhosas que fazem seus dias radiantes.

É magnífico. Se isso não significa nada. Apesar de tudo isso...

então eu peço desculpas.

Se aceita as minhas desculpas, vamos apertar as mãos e esquecer tudo isso.

Vocês poderiam estar em apuros, mas não darei queixa.

- É fácil você falar. - Eu falo a sério.

Eu irei ao escritório e direi que foi um trote.

Eles entenderão. Eles engolirão.

- E então nós escutaremos a fita... - Sente-se. Eu disse para sentar-se.

Ouviu o que ela disse.

Agora quer virar amigo, com a arma apontada?

- O que acontece assim que ele entrar? - O quê, Jerry?

- Vão prendê-lo assim que entrar. - É isso?

Não se eu disser que não. Não vão prendê-lo.

Se eu os mando fazer alguma coisa, eles fazem. Ninguém vai prendê-lo.

É verdade. Deve aceitar a minha palavra.

Se acha que eu não estou dizendo a verdade, então não responda.

Se acha que estou dizendo a verdade, deixe-me sair daqui.

- Ele me deu a palavra. - E o que mais?

E o que mais, Jerry?

Não há nada mais. Só a minha palavra.

A minha palavra não basta?

Lamento.

E se nós o gravarmos, ele não conta nada, e chega 23h30.

Nós o colocamos no ar, não importa o quê?

Vocês podem gravá-lo. Não fará diferença. Sempre poderemos apagar.

Talvez aprendamos alguma coisa, vai nos ganhar tempo.

Mas não podemos colocá-lo no ar.

Esse lunático está ameaçando a vida do Jerry e não vai colocá-lo no ar?

Não se exalte. Acho que não entende. Nós gravaremos às 19h.

Não teremos que decidir nada até às 23h30.

Isso nos dará quatro horas. Com sorte até lá o Sr. Langford estará a salvo.

Harry, é isso. Nós vamos processar. Vamos processar todo mundo.

- Quem é esse homem? - O advogado do Jerry.

Quem sou eu? Sou o que vai processá-los. Sou o advogado.

- Jay... - Não venha com essa.

- Jay, quem você vai processar? - Vamos processar. Pessoalmente.

- Quem mais vai processar? - O FBI.

Temos uma situação séria e devemos tratá-la racionalmente.

A não ser que sejamos educados, haverão conseqüências.

Não há nada educado sobre rapto. É um dos piores crimes.

Qual é a defesa de rapto? Você pode dizer "eu enlouqueci"?

Como pode dizer "eu não sabia o que estava fazendo"?

- Quem liga? - Só um idiota comete raptos.

E só um idiota faria o que vocês estão fazendo.

Jerry, estou indo agora.

Logo você também irá. Lá pela meia-noite, como eu disse. Divirta-se.

Sei que irá...

Tchau.

Não sabemos se estamos lidando com raptores ou terroristas.

Terroristas? Como assim?

Talvez ele vá ao ar, diga uma mensagem codificada,

e 50 pessoas pelo país perderão suas vidas.

- Perdeu o juízo. - Eu não perdi o juízo.

Ele será gravado, e nós ouviremos o que ele disser.

A não ser que haja algo horrível, nós vamos colocar no ar.

Serão dez minutos de um show pela vida de uma pessoa,

e não vejo nenhuma discussão aí.

Olá. Como vai? Estou ligando...

O Sr. Rei ligando a cobrar para o Sr. Thomas.

Sr. Thomas, é interurbano.

Vamos indo.

Se for ele, mantenha-o falando.

Alô. Quem é?

- Aqui é o Sr. Rei. Em nome do Sr. Rei. - Está bem na hora.

É claro. Somos sempre pontuais. Estamos bem, obrigado.

Quero ser breve, e quero...

Posso interromper, posso falar com o Jerry?

Jerry não está conosco. Não tente rastrear a ligação.

Eu reconheci o barulho.

É importante que saibamos que ele está, como eu diria? Sob seus cuidados.

Nós trouxemos uma peça de roupa que reconhecerão.

Não é fácil como pensa entrar no estúdio e ir direto ao show...

Não, Bert - se posso chamá-lo assim...

Não há problema. O material é limpo.

- Conhece Padrões e Práticas? - Não, mas podemos discutir a respeito.

Eu não quero nenhum vazamento para a imprensa.

Deve manter o público até às 23h45 ou meia-noite, após a transmissão.

Obrigado. Discutiremos as outras coisas... Um prazer falar com você.

Rapaz, ele é esperto. Não engoliu nada.

Sinto-me totalmente impulsiva hoje.

Qualquer coisa pode acontecer.

Tenho tanto para contar. Nem sei por onde começar.

Quero contar tudo sobre mim, tudo que você não sabe.

Gostou? Cristal. Lindos. Eu os comprei só para você.

Há algo sobre eles. Acho que a sua simplicidade.

Mas se não gosta deles, se você tiver a mínima dúvida...

Às vezes estou fazendo as coisas mais simples,

tomando um banho e pensando "será que o Jerry está tomando banho também?"

E esperando que você não se afogue, ou sei lá.

Eu me preocupo com você, como se algo terrível fosse acontecer.

E tenho fantasias de que estou com você no campo de golfe,

dirigindo seu carrinho.

"Precisa de um putter, Jer?" Sabe?

"Precisa de um iron?"

Nem sei como jogar golfe. Joguei uma vez com meu pai, mas...

Eu te amo.

Nunca disse aos meus pais que os amo.

Mas também eles nunca me disseram que me amam. Tudo bem.

Mas eu te amo.

Quer vinho? Não? Tudo bem.

Não estou a fim de beber também. Mas estou a fim de ficar com você.

Por que não limpamos a mesa?

Pensei em subirmos, mas seria tão previsível.

Vamos limpar a mesa e fazer aqui mesmo.

Deixaria você doido. Eu também. Nunca fiz nada assim.

Nunca tive um convidado parajantar, muito menos transar com ele na mesa.

Mas me deu vontade. Eu quero dançar. Eu quero, sei lá, ouvir as Shirelles.

Eu quero ser negra.

Não seria fantástico?

Sabe quem eu gostaria de ser hoje?

Eu queria ser a Tina Turner, dançando pela sala.

Bilhetes na mão, por favor.

Boa noite. Meu nome é Clarence McCabe. Sou o escritor.

- E essas pessoas com o senhor? - Minha mulher.

- E as outras? - Meus pais, de Cleveland, Ohio.

- Vou verificar seu nome. - Eu serei o terceiro.

Vou verificar seu nome.

- Lamento, não vejo seu nome. - Acabou de passar pelo M.

Vou voltar para o senhor. Aqui está de novo.

Deixe-me verificar. Não é possível.

- A Srta. Long ligou? - Não, senhor.

Ela não mencionou o livro e que eu apareceria no show?

- Não conforme esta lista. - Ela me disse para chegar às 17h45.

São 17h50. Eu só tenho dez minutos.

Só pessoal autorizado tem permissão. São as regras.

Nunca ouviu falar do livro? O Tigre Siberiano em Extinção?

- Posso ligar para a Srta. Long? - Não pode.

Você pode chamá-la?

Seu nome não está na lista. Não pode entrar. É o regulamento.

- Vou tentar achá-la. - Parem-no.

Srta. Long?

Clarence!

- Quem é esse Clarence McCabe? - Sou eu.

- É seu nome verdadeiro? - Bem, tecnicamente.

- Não, é um pseudônimo. É um nome falso. - Por que usa um pseudônimo?

- Sou escritor. É a minha profissão. - Escritor de quê?

Escrevi um livro chamado O Tigre Siberiano em Extinção.

Passei dois anos na Rússia e dois anos na China pesquisando.

- Dois anos na Rússia e dois na China? - Isso me torna um comunista?

Temos mais uma luz para focalizar...

- Olá. Sou o Rei. - Como?

- O Rei. - Pois não, Alteza?

Sério, sou o Rei.

Seu camarim fica atrás. Seu trono está lá. Reconhecerá a porta...

Muito engraçado.

- Há uma meia-lua, estrelas... - O encarregado?

Sr. Ding. Um sujeito baixinho com sininhos na cabeça.

- Srta. Long. - Sr. Pipkin?

Não, é Sr. Pupkin. Como vai?

O que está fazendo aqui, Sr. Pupkin?

Eu sou o Rei.

Acho que está me aguardando.

O Sr. Thomas está?

Sr. Rei? Sou o inspetor Gerrity do FBI. Qual o seu nome?

- Seu nome verdadeiro? - Esse é meu nome verdadeiro.

Bem, Sr. Pupkin, vai nos dizer onde Jerry Langford está?

- Você é do show? - Não, não estou no show.

Meu assistente, agente Giardello, e o capitão Burke da Polícia de Nova York.

- Quero falar com alguém do show. - Não até vermos Langford.

- Quero ver alguém do show primeiro. - Só se nos disser onde está o Langford.

Então Jerry Langford está morto.

Chame o Thomas.

- Sou Bert Thomas. É o Sr. Rei? - Sim. Como vai?

- Nós nos falamos ao telefone hoje? - Sim, alguns momentos atrás.

E o Jerry falou com você antes.

- Onde arranjou isto? - É do Jerry, como pode ver.

- E isto? - O sangue é meu, não é do Jerry.

Tudo bem. O que temos aqui?

É a minha introdução. Gostaria que o Sr. Randall dissesse palavra por palavra.

Introdução ao seu monólogo? Posso ter uma cópia?

Eu o decorei. Não tenho uma cópia.

Precisamos ter certeza de que não dirá nada obsceno

ou algo que perturbe o público.

Está tudo bem, sério. É um monólogo sadio.

- Você garante? - Eu garanto.

Faça com que o público fique até depois das 23h30.

- Dê tudo o que ele pedir. - Foi um prazer conhecê-lo.

Sente-se, Pupkin.

Preciso dizer isto. De agora em diante, você tem o direito de ficar em silêncio.

Entende? Porque qualquer coisa que disser

poderá ser usada contra você no tribunal. Entende?

- Diga que entende. - Eu entendi.

Participou na abdução de Jerry Langford?

Sim. Eu o abduzi.

Sabe onde o Sr. Langford está agora?

Sim, eu sei.

- Você nos levará até o Sr. Langford? - Não, não levarei.

Neste momento quero informá-lo de que está sob custódia.

Tudo bem. Acho que devo ser maquilado.

Precisa de maquilagem. Coloque alguma cor no rosto dele.

Eu gostaria de colocar uma cor no rosto dele.

Eu deveria ser maquilado.

"...más notícias." Vire o cartaz. "Tenho más notícias..."

- Queria me ver? - Viu isto?

Eu já vi. Acho que está bom.

"Meus escritores foram executados pelo pelotão de fuzilamento da cadeia de TV."

- É bom. - Achou engraçado?

- Faça, por favor. - Por que tenho de falar isto?

Exatamente como está escrito. Será bom para todos nós. Confie em mim.

- Você é o diretor. Não pode me ajudar? - Tire os lenços e vamos.

- Mais alguns minutos. Vamos indo. - Vire-os mais rápido. Escutou?

Vamos fazer algo maluco hoje. Vamos perder a cabeça. Quero ficar doida.

Quero ficar doidona. Quero me divertir. Que droga!

Meu médico diz "não se divirta. Não tem permissão para se divertir".

Preciso estar em controle. E eu gosto.

Mas por uma noite eu gostaria de pirar. Você não?

Não seria fantástico? Não seria fabuloso?

Estou ótima.

Estou me divertindo.

Diversão é meu nome.

Isso mesmo. Estou me divertindo. Nunca me diverti tanto assim.

Isso mesmo. Diversão à moda antiga.

E agora, direto de Nova York, é o Jerry Langford Show,

com o apresentador Tony Randall e os convidados especiais:

Shelley Winters, Gore Vidal, Tony Bennett,

e, como sempre, Lou Brown e orquestra, e o pequeno eu, Ed Herlihy.

Agora digam olá ao Tony!

Boa noite, senhoras e senhores. Tenho más notícias.

Meus escritores foram executados pelo pelotão de fuzilamento da cadeia de TV.

Então não teremos o meu sensacional monólogo esta noite.

Não me constranjam com tanta emoção.

Em vez disso, faremos algo diferente. Bem diferente, se querem saber.

Vocês terão um vislumbre do futuro.

Neste negócio, não é sempre que se tem um talento garantido como este.

Mas, no fim, o veredicto está sempre em suas mãos, não está?

Mas hoje, após terem conhecido...

meu primeiro convidado,

todos concordarão que ele está destinado à grandeza, de uma forma ou de outra.

Por favor, recebam calorosamente o novo Rei da Comédia,

Rupert Pupkin!

Boa noite. Permitam que me apresente. Meu nome é Rupert Pupkin.

Não acredito que vou beijá-lo.

Masha.

Tire a fita.

Mesmo?

Vamos, tire-a.

- Estou pronto agora. - Leve-o para trás.

Com prazer.

Por que fez isso? Diga, e talvez eu possa acreditar em você.

- Por que fez tal coisa? - Sabe que horas são?

- São cinco para às onze. - Acho melhor irmos.

Senão, e não gosto de falar assim, o Jerry não estará mais disponível.

- Você entenderá quando nós formos. - Por que eu entenderei?

Aonde nós vamos?

- Isso é parte do acordo. - Parte de que acordo?

Foi o que eu entendi. Eu só quero visitar esse outro lugar.

Depois, é isso, entregarei o Langford.

Não entende a minha posição. Você está comigo agora.

- É verdade. - Com você eu tenho acesso ao Langford.

- Mas você não tem o Jerry. - Eu entendo isso.

- Estou tirando o mais rápido possível. - Que bom, Masha.

- Você está bem? - Estou bem.

Eu sei que está.

Mais uma coisa, por favor. Não posso entrar com vocês.

Se puderem esperar aqui e me deixar entrar sozinho.

Quebrarei as suas pernas se tentar escapar.

Eu prometo, está bem?

- Façam de conta que não me conhecem. - Pode entrar.

Você parece um pouco...

Jerry, espere!

Volte aqui!

Meu Deus!

O que você quer?

- O que é isso? Eu estava assistindo. - Só um minuto.

Direto de Nova York, o Jerry Langford Show,

com o apresentador Tony Randall e os convidados: Shelley Winters...

- O que está havendo? - Você o conhece?

- Infelizmente, sim. - Fique calma. Vai ficar tudo bem.

...meu primeiro convidado, está destinado à grandeza,

de uma forma ou de outra.

Recebam calorosamente o novo Rei da Comédia,

Rupert Pupkin!

Boa noite. Permitam que me apresente. Meu nome é Rupert Pupkin.

Nasci em Clifton, Nova Jersey, que na época não era ofensa federal.

Tem alguém aqui de Clifton?

Bom, agora podemos todos relaxar.

Meus pais eram pobres demais para me oferecer uma infância em Clifton.

Na realidade, ninguém tem permissão de ser pobre demais em Clifton.

Porque se baixar de certo nível, eles o exilam em Passaic.

Meus pais pagaram as duas primeiras prestações da minha infância.

Mas também me devolveram ao hospital por ser defeituoso.

Mas, como todo mundo, cresci em grande parte graças à minha mãe.

Se ela estivesse aqui hoje, eu diria:

"Ei, Mãe, o que está fazendo aqui? Já faz nove anos que morreu!"

Mas deveriam tê-la conhecido. Era maravilhosa.

Loira, bonita, inteligente, alcoólatra...

Bebíamos leite depois da escola. O meu era homogeneizado, o dela, turbinado.

Uma vez a prenderam por excesso de velocidade. 85 km/h.

Tudo bem, mas na nossa garagem?

E quando testaram o nível do álcool, descobriram que tinha 2% de sangue.

Mas a mamãe e eu brincávamos juntos,

até que as lágrimas começassem a descer e ela vomitar.

E quem limpava? Não era o papai.

Ele estava ocupado no bar, vomitando sozinho.

Até os meus 16 anos, eu achava que vomitar era sinal de maturidade.

Enquanto os outros garotos fumavam escondidos,

eu me escondia atrás da casa com os dedos na garganta.

O único problema é que eu nunca conseguia, até que um dia meu pai me pegou.

E quando estava me dando um chute no estômago de boa sorte,

eu consegui despejar tudo nos seus sapatos novos.

isso," eu pensei. "Eu consegui. Finalmente sou um homem!"

Mas na realidade eu estava errado.

Essa foi a única atenção que meu pai jamais me deu.

Ele geralmente estava ocupado jogando futebol com minha irmã Rose.

Mas eu devo dizer, graças àquelas horas de treino,

minha irmã Rose tornou-se um belo homem.

Eu não me interessava em esportes.

O único exercício que eu fazia era quando os outros garotos judiavam de mim.

Uma vez por semana eles me batiam, geralmente às terças.

E depois de um tempo, a escola implantou no currículo.

Se me batessem, ganhariam pontos extras.

Mas havia esse garotinho que tinha medo de mim.

Eu dizia a ele "bata-me!"

"Qual o problema com você? Não quer se formar?"

Quanto a mim, fui o garoto mais novo da escola a se formar em trações.

Mas meu único interesse, desde o começo, era o show business.

Desde pequeno, eu comecei do topo, colecionando autógrafos.

Agora...

Vocês devem estar se perguntando por que o Jerry não está conosco.

Eu digo, a questão é que ele está amarrado.

E fui eu quem o amarrou.

Sei que pensam que estou brincando, mas foi o único jeito que achei para entrar no ramo,

raptando Jerry Langford.

Agora mesmo, Jerry está amarrado a uma cadeira em algum lugar da cidade.

Podem rir. Obrigado, gostei muito. Mas a questão é, eu estou aqui.

Amanhã saberão que não estou brincando, e acharão que sou louco.

Mas eu pensei assim: É melhor ser rei por uma noite do que idiota a vida inteira.

Obrigado.

- Como fez isso? - Gostou? Obrigado.

Quero pagar uma bebida para todos. Espero que tenham gostado do show.

- Rita, guarde o troco. - Podemos pegar o Langford agora.

Só porque fiquei famoso não significa que esquecerei de você.

- Eu ligo... - Chega de discursos.

- O que está acontecendo? - Cuide-se.

É o cara que estava na TV. Agora mesmo. O mesmo cara.

Só estou me vingando. Aquelas piadas eram de amargar.

Não gostou das piadas?

Eu queria pegar o cara que as escreveu e levá-lo junto com você.

Eu escrevi o material. Não concordo com você. Achei que eram muito boas.

Se escreveu aquilo, eu tenho um conselho.

Jogue-se de joelhos em frente ao Juiz e peça clemência.

Muito engraçado. Você verá.

Na estréia mais bizarra dos últimos tempos,

um comediante chamado Rupert Pupkin apareceu no Jerry Langford Show...

O incidente deu fama instantânea a Rupert Pupkin.

Sua performance foi assistida por 87 milhões de telespectadores.

Rupert Pupkin, o Rei da Comédia raptor, foi sentenciado a seis anos de prisão

na penitenciária de segurança mínima em Allenwood, Pensilvânia,

pela abdução do apresentador Jerry Langford.

No aniversário de sua aparição no show,

Pupkin disse a repórteres que ainda considera Jerry Langford seu amigo e mentor.

Disse que está escrevendo suas memórias,

que foram compradas por uma famosa editora por mais de 1 milhão de dólares.

Pupkin foi solto hoje após servir dois anos e nove meses de sua sentença.

Centenas saudaram o comediante e escritor de 37 anos,

entre eles seu novo empresário, David Ball,

que anunciou que Rei Por Uma Noite, a autobiografia de Pupkin,

seria adaptada para o cinema.

Pupkin disse que usou sua estada em Allenwood para melhorar seu material.

E que ele e seu pessoal estavam considerando várias ofertas

e que estava ansioso para voltar ao show business.

E agora, senhoras e senhores, o homem que vínhamos esperando...

e esperando.

Recebam a mais brilhante estrela da televisão.

O lendário, o inspirador, o verdadeiro Rei da Comédia,

senhoras e senhores, Rupert Pupkin.

Rupert Pupkin, senhoras e senhores. Palmas para Rupert Pupkin.

Maravilhoso. Rupert Pupkin, senhoras e senhores.

Rupert Pupkin, senhoras e senhores. Palmas para Rupert Pupkin.

Maravilhoso. Rupert Pupkin, senhoras e senhores.

The Description of O Rei da Comédia (1982)  Legendado completo