Practice English Speaking&Listening with: Traveling from Zurich to Tokyo and Italy!!

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Olá, Insiders.

TOMADA DO TOM - PESQUISA E DESCOBERTA (PARTE 1)

Hoje, recebo alguém muito especial.

O Todd, da equipe Search and Discovery está aqui comigo hoje.

-Bem-vindo, Todd. -Obrigado por me receber.

Todd, as pessoas pedem esta entrevista

desde que começamos com o canal.

Então estou muito animado para me aprofundar um pouco

e poder ajudar as pessoas a entender

um pouco de como recomendamos vídeos

e de como pensamos sobre isso.

Talvez possamos começar falando

de qual é a meta da equipe Search and Discovery.

Por que vocês existem?

É, então...

Como você sabe, há mais de 400 horas de vídeo

sendo publicadas no YouTube a cada minuto.

São uns 72 dias de conteúdo por dia.

Como cada pessoa

provavelmente tem uma ou duas horas para assistir por dia,

nosso trabalho é ajudá-las a achar o que querem assistir.

Não só o que vão assistir, mas o que vão querer desfrutar,

e fazê-las voltar ao YouTube todo dia

para ver mais vídeos.

Realmente entender cada usuário, o que eles gostam,

e dar os vídeos que acharão atraentes.

E como vocês resolvem esse problema?

Parece uma meta bem ambiciosa.

Como a traduzem em um modelo mental?

É, pelo que vemos, nosso trabalho é acompanhar o público,

pois, ao ouvi-lo,

faremos um trabalho melhor, dando o que eles querem.

Então, em nossa opinião, os sistemas que criamos

são um gigantesco circuito de retorno para o público.

Em qualquer dia,

coletamos até 80 bilhões de feedbacks diversos

do público.

Nós vemos o que eles assistiram.

O que recomendamos e eles resolveram não assistir.

Por quanto tempo assistiram.

Gradualmente, nós vamos além do tempo assistido

como uma das nossas maiores metas.

Buscamos sinais de satisfação,

como se gostaram ou se não gostaram.

Quando recomendamos no site, eles disseram que não se interessavam?

Damos aos usuários a habilidade de nos dizer isso

para pararmos de recomendar certos tipos de vídeos de que não gostaram.

Recentemente, começamos a usar pesquisas

para melhorar o entendimento do público

e do que gostam ou não.

Enviamos dezenas de milhares de pesquisas

todo dia às pessoas,

perguntando se nossas recomendações são boas ou não,

além de entrarmos em contato com as pessoas após verem um vídeo

para saber quão agradável o vídeo foi.

Foi um dos melhores vídeos que eles viram

ou foi como um vídeo mediano?

Nós acreditamos que nem todo minuto gasto no YouTube

deve ser igualmente valorizado.

Queremos poder realmente reconhecer

quando os usuários talvez tenham um momento marcante com um vídeo,

para que possamos recomendar mais vídeos assim.

Legal. Você está na equipe há três anos?

Imagino que tenha visto muitas experiências interessantes

e que o trabalho que a equipe faz tenha evoluído com o tempo.

Pode nos dizer alguns exemplos de mudanças que foram feitas

e talvez o motivo de vocês terem pensado nas mudanças?

Então, as mudanças acontecem o tempo todo,

pois estamos sempre tentando melhorar ao dar às pessoas o conteúdo certo

que acharão satisfatório.

Em qualquer hora, devemos ter

várias experiências diversas ocorrendo

com diversas mudanças que achamos poder ajudar

a melhorar o engajamento e a satisfação.

Mas também tomamos muito cuidado

com a quantidade de experiências que entra no produto final.

Cada experiência é testada com milhões de usuários,

então nós queremos ver como se sai antes de lançarmos para todos.

Só uma minoria dessas mudanças que aplicamos no produto final

e passamos por um processo de revisão para cada mudança.

Nós vemos dúzias de índices.

Sei que... Muitos criadores meio que me perguntam

qual é a coisa na qual devem se focar para ter sucesso no YouTube.

É tempo assistido? São as curtidas? São os comentários?

O que vimos com o tempo...

-Até eu te perguntei isso. -Você me perguntou.

-É. -Como deve se lembrar,

eu disse que, sabe,

embora eu quisesse te dar uma resposta simples,

o que aprendemos no entendimento do público e do que ele quer

é não apenas olhar para uma só coisa como tempo assistido ou curtidas,

pois, por exemplo, com o tempo assistido,

nós topamos com algumas mudanças no passado que achamos...

Tivemos uma mudança recentemente

que aumentou muito o tempo assistido do YouTube.

Se aplicássemos essa mudança,

as pessoas teriam assistido mais milhões de horas por dia no YouTube.

Você pode achar que essa é uma das boas.

"Vamos lançar essa."

Mas quando vimos as dezenas de índices que olhamos,

para cada mudança,

descobrimos que havia coisas interessantes acontecendo

que não eram as mesmas entre todos os usuários.

O que acontecia

é que, primeiro, recomendávamos vídeos mais longos, em geral.

Você pode ver mais vídeos com uma hora de duração ou mais.

Mas nossa taxa de execução, em termos

da frequência com que o usuário acha um vídeo que quer assistir era menor.

Então era menos provável de achar um vídeo,

mas, quando achava um que gostava, podia assistir mais.

No geral, o tempo assistido subiu.

O que acabava acontecendo quando nos aprofundávamos

é que aumentávamos o engajamento

com um pequeno e forte segmento do público

e reduzia o engajamento do segmento de usuários casuais.

Como nós olhamos não só para o volume total de engajamento,

nós também dividimos

para ver como afetava diferentes grupos de usuários.

E nos preocupamos com o crescimento do apelo do YouTube

para cada vez mais usuários com o tempo.

Sentimos que isso não representava o tipo de mudança que queríamos,

pois, na verdade, piorava a experiência

para um segmento significativo de usuários com os quais nos importamos.

Em vez de fazê-los pagar o preço por outro segmento,

dissemos: "Vamos voltar e ver se descobrimos um jeito

de fazer melhorias aqui sem prejudicar outro segmento."

Analisamos essas coisas com muita atenção.

Passamos horas por semana mergulhando nos detalhes.

Mas, no fim, isso muda muito em um ano.

De 200 a 300 mudanças acabam ocorrendo,

então é muito para acompanhar.

Mas, para cada mudança que lançamos,

podemos estar seguros de que deixamos a experiência melhor.

Legal.

É fácil pensar...

-As pessoas costumam falar do algoritmo. -É.

Acho que, na verdade, é um pouco mais sutil que isso.

Talvez o que possamos fazer seja falar de pontos específicos no YouTube

onde recomendações são feitas.

Há "Homepage", "Assistir em Seguida", "Em Alta",

"Buscar" também.

Talvez possamos ir por partes. Começando com "Homepage",

como você encara a solução do problema com recomendação?

Depois podemos passar para os outros.

Parece ótimo. Certo.

Muita gente fala como se fosse só um algoritmo.

E temos sistemas diferentes.

Cada superfície ou função que o usuário vê

tem seu próprio conjunto de sistemas

que tenta otimizar o que a função tenta alcançar.

Por exemplo, em "Homepage",

tentamos ser o destino mais completo.

É a 1ª coisa que você vê ao abrir no aplicativo do celular

ou digita "youtube.com" no navegador.

Queremos ser o mais eficiente possível

ao ajudá-lo a achar algo,

seja um vídeo em alta ou algo do seu criador preferido.

Queremos levá-lo lá o mais rápido possível

para que não navegue pelo aplicativo

para achar o que procura.

Vamos colocar vídeos de diferentes tipos de fontes

para tentar achar aqueles que vão combinar com você.

Vamos colocar vídeos recentes dos canais que você se inscreveu,

vamos colocar vídeos que foram assistidos

por pessoas que tendem a assistir ao mesmo tipo de vídeo que você

e também vamos colocar alguns vídeos

de canais que talvez nunca tenha assistido.

É um ótimo lugar para canais serem descobertos

por pessoas que ainda não estão inscritas naqueles canais.

Vimos que...

"Homepage" costumava ter só seus canais inscritos.

Às vezes, ouvíamos a pergunta de criadores ou de pessoas internas

que perguntavam por que nós...

Já que as pessoas se inscrevem nesses canais,

por que não lhes damos o que elas se inscreveram?

Nós fazíamos isso.

À medida que apresentamos mais e não limitamos a homepage

a vídeos que você tenha optado manualmente,

adicionamos mais recomendações, o engajamento cresceu enormemente.

Tentamos incluir tanto conteúdo familiar

quanto conteúdo de descoberta.

De vez em quando, nós refazemos o teste para nos certificarmos

de que tomamos a decisão certa ali.

Aplicaremos outra das experiências com milhões de usuários,

onde nós damos a eles só as inscrições

quando abrem o aplicativo.

Fizemos isso várias vezes desde que aplicamos essa mudança

e, a cada vez, vimos quedas grandes

do engajamento em "Home" ao limitarmos só às inscrições.

Caso se você se pergunte por que não há só inscrições,

é porque, quando mostramos isso, as pessoas visitam menos o YouTube,

que não é exatamente o que queremos.

Então "Home" é aquela loja personalizada

que deve trazer o mais relevante do YouTube para você

sem precisar digitar uma busca ou navegar pelo aplicativo.

Ótimo. E imagino que, para os usuários

que são muito interessados só nas inscrições,

-sempre há a aba "Inscrições". -Exato. Está logo ali.

Há a aba de inscrições que filtra

as coisas às quais você se inscreve...

Ainda oferecemos isso para aqueles que só querem ir para isso também.

Legal. E o "Assistir Mais Tarde"?

"Assistir Mais Tarde"... É como chamamos em nossa equipe.

Externamente, às vezes, chamam de "Vídeos Recomendados".

As recomendações que você vê na barra lateral

enquanto assiste a um vídeo no desktop.

É uma das nossas áreas de recomendação mais poderosas.

Leva uma grande quantidade de engajamento ao YouTube.

Meio parecido com "Assistir Mais Tarde".

Tentamos achar a próxima coisa que quer ver.

Ao contrário de "Homepage", que é centrada somente em você,

temos conteúdo adicional do que você assiste agora.

Então isso às vezes influencia o que vai querer assistir depois.

Vamos colocar uns vídeos diferentes.

Vamos colocar mais vídeos do canal que está assistindo,

vamos colocar mais vídeos que...

Aqueles que veem o vídeo que você vê,

o que mais eles viram?

É uma parte central disso.

Vamos colocar vídeos parecidos

que tenham títulos parecidos, palavras-chave

e descrições que possam ser parecidas.

Finalmente, não vamos só nos limitar

a vídeos relacionados ao vídeo que você assiste.

É outra mudança que ocorreu ao longo dos anos.

Era chamado de "Vídeos Relacionados",

pois achamos que era o tipo de coisa

que funcionaria melhor.

O que vimos com nossas experiências

é que, além dos vídeos relacionados,

se mostrarmos recomendações personalizadas,

pode ser interessante,

mas não diretamente ligado ao que assiste,

as pessoas vão assistir mais.

Então, às vezes, você pode querer mergulhar em um vídeo

e ver mais relacionados, mas, outras vezes, é tipo:

"Eu só pesquisava como dar um nó em uma gravata borboleta

e obtive essa informação.

Agora, o que quero ver em seguida...

Quero ver meu vlogger preferido ou outro canal."

Não limitamos vídeos sugeridos.

É um misto de coisas que podem ser ligadas

e o que é relevante para você.

Finalmente, o que determina o que aparece lá

é o que se sai melhor.

Então os vídeos que você vê lá

são aqueles que achamos mais prováveis de levar os usuários a ver e participar.

Os 80 bilhões de pontos de dados que te falei antes...

Muitos desses pontos de dados vêm dali,

então só tentamos seguir fazendo o que funciona

e testar vários vídeos e diversos arranjos.

Aqueles que funcionam melhor tendem a permanecer,

e os que não funcionam não tendem.

Certo, nós falamos de "Home", "Assistir Mais Tarde".

-Vamos falar de "Pesquisar". -Certo.

"Pesquisar", como "Assistir Mais Tarde",

temos mais conteúdo lá, pois você nos faz uma consulta.

Então, em geral, vamos começar com o que você imaginaria,

que é achar vídeos que batam com sua consulta.

Seja no título ou nas descrições.

Ou talvez tenhamos visto

que pessoas que pesquisam isso tendem a ver esse tipo de vídeo.

Então vamos começar com um conjunto de vídeos relevantes

e depois, parecido com o que falei antes,

há esse circuito de retorno.

Você pode dizer: "Tenho um thumbnail de um iPhone,

tenho a palavra 'iPhone' no meu thumbnail,

meu título é sobre uma análise do iPhone

e minha descrição diz 'iPhone'.

Por que não sou o primeiro na busca por iPhone?"

É porque não buscamos somente

o que chamamos de metadata, que você fornece do seu vídeo,

mas também buscamos o desempenho.

Então vamos ver, quando buscam por iPhone,

é esse tipo de vídeo que tendem a ver ou não?

Aqueles que você verá no topo

não são só aqueles que batem com sua consulta,

mas também batem com o retorno dado pelos usuários.

Então é uma combinação de relevância

e daquele circuito de retorno que faz o público participar.

Legal. E "Em Alta".

"Em Alta". Recebemos muitas perguntas sobre isso.

"Em Alta" é...

Uma das coisas nas quais criamos "Em Alta"

foi ser como o "cafezinho" do YouTube.

Então não é só uma lista popular.

Não são os vídeos mais populares

que têm mais visualizações ou essas coisas.

Muitos ficam confusos e pensam que é isso.

Nós queremos representar os vídeos

dos quais as pessoas estão falando.

Quando pensa nisso, quais são os tipos de vídeos

dos quais falam no intervalo do café?

Tendem a ser vídeos amplamente atraentes.

Pode ser um vídeo que tem muitas visualizações,

mas que seja dentro de um público bem seleto.

Podem não estar falando dele amplamente.

Nós tendemos a focar "Em Alta" em vídeos que são amplamente atraentes.

Por exemplo, para diversos tipos de pessoas com diversas preferências.

E também buscamos vídeos

que não tenham só muitas visualizações passadas,

mas que tenham certa velocidade, sejam gradativos e crescentes.

Por isso que pode ver vídeos no "Em Alta"

que talvez não tenham milhões de visualizações,

mas tentamos identificar essas coisas enquanto decolam.

Também buscamos coisas como:

"Estão falando desse vídeo na web?"

Vemos que ele está presente

em várias matérias de notícias?

Há conversas acontecendo fora do YouTube sobre esses vídeos.

São algumas coisas que buscamos

para tentar aproveitar esse elemento do "cafezinho".

Legal.

Uma coisa que ouvi as pessoas perguntando sobre "Em Alta"

é se as sugestões são pagas.

É, também ouvi essa pergunta.

Sentimos seguramente que todos os anúncios que temos no YouTube

estão nas propagandas.

Você vê um selo amarelo que diz "propaganda".

O mesmo vale para "Em Alta".

Não há nenhum desses lá.

Isso porque não temos essas propagandas no "Em Alta".

Não temos nenhum programa onde parceiros ou anunciantes nos paguem

para colocar vídeos no "Em Alta".

Não é pagar para colocar.

Então todos os vídeos que você vê no "Em Alta"

são por causa do ranking que criamos.

Não há como pagarem para influenciar isso.

Então, com certeza, não são anúncios

-ou posições pagas. -Legal.

Insiders, espero que tenham gostado da 1ª parte

da entrevista com Todd.

A segunda parte será publicada em breve.

Se você ainda não fez isso, inscreva-se

e ative o sino de notificação

para ser o primeiro a saber quando a 2ª parte estiver no ar.

Enquanto isso, eis outro vídeo do canal. Até mais.

Traduzido por: Isabella Benarrós e Silva

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